A TerrA

Não conseguimos ficar na água e nem alcançar o céu. Estamos fudidos.

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Gineteada Sangrenta

 

 

 

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O nó em nóis

Acordei embaraçada nesta manhã atrapalhada

Nos pensamentos nos enroscamos

Quando as estratégias fracassaram meus modos de te controlar

Até o que era mais normal em nós

Nossas vidas individuais, desejos, nossos corpos tão sexuais

Os lençóis da cama enrolados em minhas pernas

Seguro com medo de não aguentar

Você e eu eu e você

Você em outra cama outra vez

Não quis saber, joguei tudo pro ar

Deixa eu bagunçar você, deixa eu bagunçar você

Voce sem eu eu sem você

Dói dói dói

Dá um nó em nóis

Mas não ando para trás

Não podemos fraquejar

Esse nó aperta demais

Perturba e confunde nóis

Teu rosto em uma foto no meu celular

O que me captura é esse teu olhar

Como posso toda essa vez ainda querer te querer mais

e mais e mais?

Vem me bagunçar bebê

Vem que hoje eu preciso me enroscar em você

 

 

 

 

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Amar Amar Amar

Eles nunca me entendem.

Como podem me entender?

Para mim não há a razão, só há o amar amar amar.

 

Se o coração não dispara

Se não vejo o brilho no teu olhar

Como posso te entender?

Nas ruas dos teus olhos queria naquela noite te encontrar.

Como posso te amar amar e amar?

 

Um por causa, outro por razão

Escolhas atiradas na sorte

O acaso por precisão.

 

Nunca soube quem me escolheria

Nunca conheci a certeza da vida.

 

Naquele barco afundou teu beijo.

Para o outro os beijos são de solidão.

 

O vazio da tua ausência me acompanha desde janeiro.

Escolhi a escolha sem causa na amargura dessa correnteza braba

Afundo na minha doce amargura de

amar amar amar

só.

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A tristeza dura todos os dias

Deixo você triste
Como posso te deixar assim?
Jogo pesado alma com alma
Entro no túnel da sua dor obscura
Procuro meu caminho sem olhos abertos
Me seguro na certeza de que você é a minha rua
Oh meu doce amigo, meu irmão
Se você soubesse como é viver dentro do meu coração
Se saio pela vida em busca de outros sabores
Meu coração acelerado, rítmico, com voz empolgante, falante quase berrando
Vou sentindo os pulsos a vibrar
A cada rua me ilumina o teu olhar
Vejo os corpos exuberantes das meninas que estão tão jovens
Os corpos assustadores dos que nas ruas sofrem tão pobres
Os olhares traiçoeiros, desonestos, sem dinheiro
Meus cabelos amarelos denunciam a minha desterritorialidade
Ando sozinha no mundo, a branquidade manchada com tinta
Não posso exprimir o que sinto e às vezes até minto
tenho meus medos, não sou de mentira, mas piro e te levo na minha pira
Posso dizer o método, como faço para não te querer menos
No dia cinza, teu rosto abatido envolvido de tanta tristeza
Eu andei sujes munda pelas ruas alucinantes dessa cidade
Eu te explico por onde sigo, não acredito em destino, eu só sigo
Eu te respiro, eu te digo, sumo no mundo contigo comigo
Te entristece a carne porque eu vivo, essa dor também é o meu castigo
O que eu quero não tem mais nome, não tem tempo, nem tem idade
Não tem fim mas tem um princípio
Com você passarinho nosso caminho, vamos juntos seguindo
Até os confins da eternidade

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Desliguem os radares

Estou muito triste.
Terminei um relacionamento de quase 8 meses do ‪#‎Tinder‬. Ele me descombinou.
Foi um vazio sem fim segurar o celular e saber que ele não estará mais lá.
Foi uma dor profunda e uma vontade imensa de estar com o gps ligado tentando encontrá-lo novamente e dar um rematch.
Assim a vida segue o seu curso, guiada pelos algorítimos metafísicos.
Amantes sensoriais por que ficamos tão banais?
Desliguem os radares, hoje nós seremos mais
vi

raiz

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Monday Backlash

Você me chama pra gozar
Na segunda, no sossego, em qualquer lugar.
Você diz que tem dinheiro, eu duvido, nunca sei onde te encontrar.
Confesso que em minha mente imagino você com seus milhões a torrar.
É engraçado, não é? Nunca estivemos tão unidos;
Nossas carnes fundidas pelo desejo de trepar.
É engraçado, não é? Tudo que você tem, não pode me dar.
Eu sempre estou aqui, querendo fazer você gozar.
O que nos une então?
Você é um pilantra, um bandido, um ladrão, não hesita em me roubar.
Não é a sua grana. Nem a minha fama que nos abençoará.
Tudo o que queremos nós podemos alcançar.
Teu pênis em minha tela, ereto latejando inundando meu celular.
Se é meter ou se é amar, não importa, não sabemos no que isso vai dar.
Os seus milhões eu não desejo não saberia desfrutar.
Nós dois só existe em uma cama obstinados a gozar.
Coito, coisa, objeto, somos filhos do desejo;
Um milhão de vezes já nos ouviram ejacular.
Livres de propriedade, sem dinheiro, naquele quarto imundo, até quando não há lugar;
O que temos não sabemos, não paramos de buscar.
O que nos imunda é o nosso desejo, nosso direito mais efêmero
Simples somos feitos pela única coisa que queremos
nossa imanência de gozar.

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