Não importa a hora do dia, pensar na morte não pode, não é sorte, nem deveria.

Não é costumeiro citar aqueles com quem eu casaria, mas hoje na inspiração do dia, o rei é o Foucault, o guia.

“É simplesmente por causa do soberano que o súdito tem direito de estar vivo ou tem direito, eventualmente, de estar morto.

Em todo o caso, a vida e a morte dos súditos só se tornam direitos pelo efeito da vontade soberana.  Não, é claro, que o soberano pode fazer viver como pode fazer morrer. 0 direito de vida e de morte só se exerce de uma forma  desequilibrada, e sempre do lado da morte. O efeito do poder soberano sobre a vida só se exerce a partir do momento em que o soberano pode matar.

Em última análise, o direito de matar que detém efetivamente em si a própria essência desse direito de vida e de morte: é porque o soberano pode matar que ele exerce seu direito sobre a vida. É essencialmente um direito de espada. Não há, pois, simetria real nesse direito de vida e de morte. Não é o direito de fazer morrer ou de fazer viver.

Não é tampouco o direito de deixar viver e de deixar morrer.

E o direito de fazer morrer ou de deixar viver.

O que, é claro, introduz uma dissimetria flagrante.

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Sobre indelevelsabina

Uma amante anônima.
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