Agosto aquele mês a gosto!

 Por aqui os passos vão lentos na corda bamba das ideologias…

Agosto

sempre é
um mês difícil de tradição,

qualquer um afirma com certeza que o mês é do cachorro louco,

por aqui não é difícil aceitar essa prerrogativa, tbem há quem diga que o mês muda de acordo com o alinhamento interplanetário, a galáxia inteira é testemunha de que os humanos andam passando por uns bocados aqui no planeta água.


Água tem faltado também, muito seco o clima a rinite é visita que não vai embora, soro nos olhos, pele ressecada. Assim minha sex-appeal sofre e nem os cremes testados em coelhos salvam a escamação e a queimação ocular.
No vazio que me afaga todas as noites, as perigosas horas que me deparo falando comigo mesma, me colocam frente a frente com aqueles questionamentos que já me acompanhavam em minha tenra juventude de rebeldia.

Ora, para toda a ideologia há uma referencia personificada, se
até krshna cresce depois de viver como criança, por que Bakunin não volta pra pós-modernidade, meio beat meio punk escrevendo e existindo entre nós???


Tingi os cabelos de loiro, comprei mobília pra enfeitar a casa, comprei tapete pra preencher o vazio do piso espelhado da sala espaçosa.

Cansei

de me olhar sozinha na casa grande que já foi de punks, ao menos, na mente criativa de dois jovens apaixonados. Quem é capaz de dizer o contrário?


Temos (incluo mais alguns que estão próximos de mim) vivido por
contestações diárias, mudança de rotina, ida em bares, preocupação com
aparência física (eu mesma), vivendo o facebook mais do que qualquer outra realidade.

Pessoas superficiais contornam o círculo de frivolidades e
artificialidades que o capitalismo preparou para todos nós, inclusive aos
mais obstinados em seguir o straight edge.

As críticas vêm em enxurrada é claro!

Mas não são elas o centro da questão. A existência tem pesado cada dia mais, conforme a vida adulta vai nos levando ladeira abaixo.

Morro
acima fica a chave de um amanhã prometido nos livros e até pelas bocas de alguns mais audaciosos, a realidade?

Ah a realidade! Essa aqui tem a cara
marcada e descarada, vive esbofetando aqueles que ousaram falar que
suportariam viver a utopia para sempre.

Me declaro assim composta de várias identidades que necessitam ser periodicamente refeitas!

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Sobre indelevelsabina

Uma amante anônima.
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